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Quiet Quitting: o que é essa nova tendência e como evitá-la em sua empresa

Publicado em 09 de novembro de 2022


O mundo corporativo, constantemente, está em mudanças, tanto para bem quanto para mal. Algumas tendências são extremamente positivas, ao contrário de outras, como o quiet quitting.

Essa ação ganhou evidência nas últimas semanas, principalmente entre o público mais jovem, após um vídeo sobre o assunto ser publicado no TikTok, causando muita repercussão no universo do mercado de trabalho.

Nos últimos tempos, a discussão sobre bem-estar e saúde mental no ambiente corporativo vem ganhando cada vez mais espaço. Até por conta disso, o surgimento dessa nova tendência não pode ser ignorado.

Para te ajudar a entender o que é o quiet quitting e como você pode evitá-la em sua empresa, preparamos este artigo completo. Siga a leitura!

Leia também: https://dixiponto.com.br/noticias/wellbeing-o-que-e-e-qual-a-importancia-dele-para-sua-empresa/ 

O que é?

Antes de iniciarmos, vamos contextualizar o que é o quiet quitting. O termo, que foi utilizado por usuários do Reddit durante a pandemia de Covid-19, voltou a ficar em alta recentemente no TikTok. 

A expressão tem origem na língua inglesa, e significa “demissão silenciosa”. Mas, ao contrário do que parece, o termo não significa abandonar o emprego ou traçar planos para fazer isso silenciosamente. 

A “ideia” desse conceito é limitar ao máximo as tarefas e atribuições profissionais, para que a pessoa realize apenas as atividades que estão descritas em seu contrato de trabalho. 

Isso significa que o profissional não irá desempenhar nenhuma tarefa além das exigidas por sua função atual, além de fazer o mínimo esforço para concluí-las. 

Para isso, a sugestão é de que os adeptos ao movimento não se coloquem à disposição para trabalhar no final de semana, não se ofereçam para fazer atividades extras que não sejam remuneradas e saiam sempre no horário previsto em contrato, por exemplo. 

Leia também: https://dixiponto.com.br/noticias/machismo-no-ambiente-de-trabalho-como-lidar/ 

Objetivo do movimento 

O maior objetivo do quiet quitting é evitar atividades que sejam muito exaustivas, como metas muito altas, cumprimento de horas extras e trabalho fora do expediente, que podem desencadear em casos de Síndrome de Burnout, que desde janeiro de 2022, passou a ser considerada como uma doença ocupacional. 

Essa tendência é protagonizada pela Geração Z, dos jovens nascidos entre 1996 e 2012, que consideram que a vida é muito mais que apenas um emprego. Isso não deixa de fazer sentido, ainda mais quando se tem uma percepção do cenário do mercado de trabalho.

Para se ter noção, somente no primeiro semestre de 2022, nos Estados Unidos, o número de pessoas que pediram demissão de seus empregos chegou a R$ 4,5 milhões.

No Brasil, apesar das dificuldades do mercado de trabalho e do alto número de desemprego, houve um recorde no número de demissões. 

Segundo dados disponibilizados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), até julho de 2022, mais de 6 milhões de profissionais que trabalham no regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) pediram demissão. 

Esse número representa um terço de todos os desligamentos registrados nos últimos 12 meses, que foram mais de R$ 19 milhões. 

Leia também: https://dixiponto.com.br/noticias/feedback-o-que-e-e-qual-a-sua-importancia/ 

Por que ganhou força agora?

Historicamente, o quiet quitting sempre esteve presente na rotina corporativa, pois, certamente, você já conheceu profissionais que adotavam esse estilo de vida. Porém, ele ficou mais evidente principalmente nos dois últimos anos, após o início da pandemia de Covid-19.

A crise sanitária mundial modificou a maneira como as relações corporativas são feitas. 

O teletrabalho e o trabalho remoto ganharam muito espaço, e apesar da flexibilidade permitida, também há a dificuldade de se desligar completamente das atividades profissionais. É uma linha tênue bastante complicada.

Além da Síndrome de Burnout, que de acordo com dados da Associação Nacional de Medicina do Trabalho (Anamt) já afeta mais de 30% dos colaboradores, o excesso de trabalho também pode agravar casos de ansiedade, que podem desencadear em quadros de depressão.

Leia também: https://dixiponto.com.br/noticias/4-dicas-para-deixar-seus-feedbacks-mais-construtivos/ 

Como evitar em sua empresa?

Como citamos nos tópicos anteriores, a principal questão por trás do quiet quitting é a discussão sobre a saúde mental do colaborador no ramo corporativo. 

Durante muitos anos, a imagem daquele trabalhador sempre à disposição, e que “dava sua vida” pela empresa era extremamente valorizada. Porém, isso já não deve mais ser prioridade.

Por mais que a produtividade seja essencial para uma empresa, há uma grande diferença entre produtividade tóxica e ser produtivo. É de suma importância que todo gestor de RH e líder empresarial consiga entender essas diferenças, para que não ocorram problemas na gestão de pessoas.

Por isso, é fundamental que a sua empresa adote algumas medidas, que ajudem a combater os casos de quiet quitting, e aumentem o bem-estar dos colaboradores.

Neste caso, a cultura organizacional tem um papel muito importante. Em outro texto aqui no blog, já falamos sobre como ela é essencial para um bom ambiente de trabalho, mas não custa reforçar.

A cultura organizacional é definida como o conjunto de tradições, comportamentos, ações, valores e crenças praticados pela empresa, que definirão como os processos são conduzidos e como os clientes são tratados.

Falamos muito sobre as dificuldades enfrentadas pelas empresas na hora de combater casos de turnover e absenteísmo. Um dos fatores é pela cultura tóxica no ambiente de trabalho, que acaba afetando a motivação dos funcionários. Ela também influencia nos casos de quiet quitting.

Além da cultura organizacional, existem outras ações que a empresa pode tomar para evitar que o quiet quitting ocorra, como:

Além disso, uma outra alternativa é adotar a modalidade híbrida de trabalho, com a jornada de trabalho sendo fracionada, com dias de trabalho presenciais e outros à distância. 

Sistemas de controle de ponto online são uma ótima opção para que colaborador se sinta mais independente, o que também ajuda a evitar o quiet quitting.

Leia também: https://dixiponto.com.br/noticias/controle-de-jornada-no-teletrabalho-entenda-o-que-muda/

Conclusão

Ao longo desta leitura, você pôde conhecer o que é o quiet quitting, e como ele é prejudicial, tanto para empresas quanto para colaboradores.

Garantir o bem-estar dos funcionários é uma responsabilidade de todo profissional de Recursos Humanos. Isso nem sempre é fácil, mas é necessário. 

A produtividade é importante para a cadeia produtiva, mas ela não deve apenas ser levada em consideração no ramo corporativo. 

Existe uma linha tênue que deve ser preservada, e encontrar o equilíbrio na jornada de trabalho é um dever de todo líder empresarial que deseja que a sua marca vire uma referência positiva no mercado de trabalho.

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