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A Evolução do Registro de Ponto: Do Caderno ao Reconhecimento Facial

Publicado em 13 de julho de 2020


Com as mudanças na legislação ao longo dos anos e os avanços tecnológicos, a forma como as empresas fazem o registro de ponto de seus funcionários mudou muito. Hoje em dia não se usa mais a caneta e os equipamentos são capazes de reconhecer o trabalhador pela sua digital ou rosto.

O registro de ponto dos trabalhadores passou a ser difundido no Brasil em meados dos anos 1930, motivado pela necessidade que a indústria tinha em controlar os horários de seus funcionários para aumentar a produtividade. No início havia um funcionário específico para fazer o registro, que olhava a hora e anotava manualmente em um caderno. O registro de ponto é tão importante que tem um Artigo na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) só pra ele.

Após alguns anos surgiram os primeiros relógios de ponto, que possibilitavam ao colaborador registrar a própria jornada, através de um cartão de cartolina que era carimbado pelo equipamento. No final dos anos 90 surgiram os primeiros relógios de ponto com leitura de cartão magnético, que são usados até hoje em muitas empresas.

No decorrer dos anos a tecnologia precisou ser normatizada para garantir transparência e segurança para empregados e empregadores, com isso vieram as portarias 1510 e 373 do Ministério do Trabalho (hoje Secretaria do Trabalho do Ministério da Economia). Essas portarias regulamentam itens como a obrigatoriedade de homologação do equipamento e memória inviolável, para o backup de dados solicitados pelos auditores do ministério.

Com o registro de horas preciso através de equipamentos mais modernos, o registro de ponto passou a ser uma ferramenta importante na tomada de decisões dentro da empresa e isso só foi possível através da tecnologia, que permite o acesso rápido a essas informações.

Se antes era necessário juntar todas as anotações manuais, incluí-las em uma planilha, somar as horas e aplicar o cálculo de remuneração, hoje basta apenas acessar um software com tecnologia Cloud Computing (Computação em Nuvem), onde estão as informações enviadas diretamente do relógio de ponto pela rede Wi-Fi, já processadas e preparadas para a inclusão na folha de pagamento. Além disso, esses dados podem ser acessados de qualquer lugar, em tempo real, já que são 100% on-line.

E a tecnologia não para!

Nos últimos anos novas tecnologias de registro de ponto foram lançadas. Hoje é possível anotar os horários de entrada e saída através do celular com os aplicativos mobile, que foram essenciais durante a pandemia por Covid-19, quando as empresas tiveram que enviar seus funcionários para o home office.

Ainda durante a pandemia, quando muitas empresas não puderam parar suas atividades por se tratarem de atividades essenciais, uma tecnologia que já existia foi aprimorada. O relógio de ponto com reconhecimento facial se tornou uma solução interessante para fazer parte das medidas de segurança, higiene e distanciamento adotadas para seus funcionários. Com o reconhecimento facial o funcionário não precisa e entrar em contato com a superfície, evitando a contaminação.

Todas essas transformações ao longo dos anos mudaram a forma como o departamento de RH e as empresas fazem a gestão de seus funcionários. Se um dia chegamos a pensar que o reconhecimento facial era coisa de desenho futurista e hoje temos esse reconhecimento no registro de ponto, com certeza podemos esperar mudanças significativas em um futuro próximo.