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Como Promover a Inteligência Emocional no Ambiente de Trabalho?

Publicado em 17 de agosto de 2021


A inteligência emocional na gestão de pessoas é uma das habilidades mais buscadas por líderes, pois a capacidade de identificar as emoções e saber lidar com elas faz com que os profissionais consigam ter um relacionamento saudável e colaborativo com os colegas, além de um bom desempenho na tomada de decisões. 

Empresas que prezam pela saúde mental dos colaboradores, geralmente são as que mais obtêm sucesso nos resultados, pois quando você consegue identificar onde estão as dores e fraquezas, fica mais fácil de ajudar o colaborador a enfrentar os obstáculos que o afligem. 

Além disso, a liderança é um tema desafiador para cada gestão, devido ao papel que os gestores representam como referência a suas equipes. Os líderes são responsáveis pelo sucesso e fraqueza de toda a equipe, pois a arte de liderar não é algo tão simples, pois exige uma certa maturidade para gerir sentimentos e emoções em rotinas, muitas vezes, imprevisíveis. 

Vale destacar que em um mercado cada vez mais competitivo, sobrevive aquele que conseguir melhor controlar as suas emoções, levando assim ao equilíbrio emocional de cada gestão.

Daniel Goleman, jornalista científico, caracteriza a inteligência emocional em 5 habilidades: 

– Autoconhecimento: reconhecer as próprias emoções e sentimentos quando eles ocorrem;
– Controle emocional: adequar os sentimentos a cada situação vivida;
– Automotivação: dirigir as emoções a serviço de uma realização pessoal;
– Reconhecimento de emoções em outras pessoas: saber o que o outro está sentindo e ter empatia;
– Habilidade em relacionamentos interpessoais: interação de qualidade com outros indivíduos por meio de competências sociais.

Quais são os benefícios de investir em inteligência emocional?

Investir em tecnologia e capital humano para o RH é fundamental, e refletirá em todos os outros setores. O setor de recursos humanos tem um papel fundamental na hora de desenvolver habilidades de inteligência emocional nos colaboradores, promovendo o bem-estar e um ambiente saudável dentro das organizações. Mas afinal, como é possível fazer isso?

O RH precisa explorar o autoconhecimento de cada colaborador, pois com o crescimento do entendimento de si próprio, a compreensão do outro e o exercício da empatia crescem juntos. Quando a equipe é composta por pessoas que sabem se colocar no lugar do outro e enxergam no colega um companheiro e não um adversário, diferentes personalidades convivem harmoniosamente e o clima organizacional fica muito mais leve. 

Muitas vezes as pessoas não têm consciência de um determinado padrão de comportamento ou não aceitam um feedback sobre a sua forma de agir. Assim, é provável que a pessoa adquira controle sobre o seu comportamento e também que compreenda as formas de se motivar. Consequentemente, o processo de autoconhecimento facilita a compreensão do que o outro valoriza e sente.

Por que a inteligência emocional é importante no trabalho?

Para o próprio Goleman, a inteligência emocional é a maior responsável pelo sucesso dos indivíduos, já que a maioria das situações vividas no trabalho exigem habilidades de relacionamento e compreensão humana. As duas últimas subdivisões da inteligência emocional, por exemplo, dizem respeito à nossa interação com o outro. Essas habilidades são importantes para obter a capacidade de negociar e liderança.

Em situações de conflito, a necessidade de se ter inteligência emocional no trabalho bem desenvolvida é nítida. Quando alguém não sabe ao certo o que sente, não é empático e não mede suas reações, o problema dificilmente é resolvido. Acontecem ofensas, mágoas e prejuízo para o trabalho e para a comunicação interna da empresa. 

Mas a inteligência emocional não é necessária apenas para a resolução de problemas. Essa capacidade bem desenvolvida pode trazer impactos positivos na produtividade e no reconhecimento dos colaboradores. 

Conclusão

A inteligência emocional é uma característica fundamental na gestão de pessoas, pois além de atrair os colaboradores, também gera pertencimento de marca, valores empresariais e sucesso profissional. 

Além disso, é importante que as competências dos colaboradores sejam conhecidas para que o desenvolvimento dessas habilidades seja feito de maneira estratégica. Também é essencial acompanhar e medir esse desenvolvimento, para que ele não se torne subjetivo. 

E aí, conseguiu entender melhor a importância da busca pelo autoconhecimento? É claro que promover a inteligência emocional não é algo simples, porém, buscando ajuda profissional e liderando de forma justa e com empatia, é possível atingir objetivos incríveis.